O
Patrulheirismo foi idealizado na década de 60, quando o
Juiz de Direito, Dr. Marino Costa Terra, e sua esposa, a pedagoga,
Ophelia Pierroti Costa Terra, decidiram criar um sistema de educação
que atendesse ao grande número de adolescentes de baixa
renda da periferia da cidade de São Carlos, no Estado de
São Paulo.
Em
setembro de 1960, Dr. Marino Costa Terra, baseado no Código
de Menores vigente na época, iniciou o trabalho de associativismo
infanto-juvenil, com o objetivo de promover a inserção
social dos adolescentes. Em abril de 1962, foi formado o primeiro
grupo de trabalho, composto de adolescentes de baixa renda do bairro
Santa Isabel. Por escolha própria, os integrantes do grupo
se denominaram patrulheiros e o local de trabalho recebeu o nome
de CAMP – Círculo de Amigos do Menino Patrulheiro.
O Estatuto do CAMP foi criado em 1963, definindo as linhas e a
estrutura do Programa Patrulheirismo.
Com
o sucesso na cidade de São Carlos, foi fundada em São
Paulo, no dia 4 de julho de 1970, a Federação Brasileira
de Patrulheirismo, com a função de divulgar, assessorar
e motivar a criação de novos grupos, objetivando
a expansão do programa em todo o país.
No
Estado do Rio de Janeiro, o Programa Patrulheirismo foi implementado
em 1975, por ocasião da fusão dos Estados da Guanabara
e do Rio de Janeiro. Na época, as fundações
de auxílio aos jovens carentes, FEBEM e FLUBEM, de cada
Estado respectivamente, foram integradas e deram origem à FEEM – Fundação
Estadual de Educação do Menor. Com a filosofia de
prevenção, a recém criada FEEM adotou o Programa
Patrulheirismo. Era uma nova proposta de atendimento, diferente
do internato. A implementação do programa foi acompanhada
por seus idealizadores, o casal Costa Terra, e as Unidades de Ensino
- CAMP passaram a ser administrados também por órgãos
públicos e não apenas por pessoas da comunidade.
O
plano piloto do Programa Patrulheirismo foi instalado na cidade
de Niterói, com o apoio da prefeitura, que cedeu uma casa
para a FEEM equipar com técnicos e recursos materiais. O
início foi difícil. Poucos pais e empresários
acreditaram na proposta, tendo a primeira turma se formado em junho
de 1976 com apenas 27 alunos de um programa antigo da FLUBEM. O
esforço foi recompensado quando a prefeitura da cidade chamou
10 patrulheiros para estagiar nas suas repartições
e algumas empresas passaram a adotar a proposta.
Mais
tarde, devido a contratempos com o governo, alguns CAMP foram retirados
da administração pública e entregues a grupos
comunitários particulares, sendo então coordenados
por uma Associação Regional pertencente à Federação
Brasileira de Patrulheirismo. Com o sucesso, o Programa Patrulheirismo
continuou sob a administração comunitária
no Rio de Janeiro e no Brasil, contabilizando, até o ano
2003, mais de 330 mil adolescentes beneficiados.